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Organizada em 3 áreas, Criança, Mulher e Adulto a Clínica Gerações tem vários programas específicos dirigidos a problemas frequentes que são abordados por equipas multidisciplinares para obtermos os melhores resultados.

 

Alimentação na gravidez

As necessidades alimentares da futura mãe prendem-se com a sua constituição física e o tipo de trabalho que desempenha mas, generalizando, é necessário consumir alimentos variados, com o mínimo indispensável de gordura e açúcares.

Embora o aumento ideal de peso dependa de cada caso, o indicado oscila entre os 7 e 12 quilos dependendo do peso inicial da mulher ao engravidar. Até às 20 Semanas está aconselhado um ganho mínimo de cerca de 2 Kg.

Por este motivo, comece desde já a estabelecer regras em relação ao peso, uma vez que há tendência para reter líquidos e assimilar uma maior quantidade de gorduras e de açúcares, o que a obriga a controlar o peso.

Pode acontecer que, nos primeiros meses, os vómitos e náuseas a façam perder algum peso e pode ser aconselhável comer mais vezes por dia, em pequenas quantidades bem como ingerir mais liquidos. Como medida coadjuvante deve afastar todos os factores que desencadeiam esse mal-estar, desde perfumes, a detergentes, cozinhados ou alimentos.

Como apenas pode engordar o necessário, de acordo com a indicação do seu médico, controle a quantidade de alimentos que ingere, colocando tudo no prato (não é conveniente encher-se de pão com manteiga, antes do parto principal!) e nunca caia na tentação de perder peso, cortanto em produtos imprescindíveis ao seu estado.

 

Cereais, verduras, fruta, produtos lácteos e alimentos ricos em proteínas são os mais indicados. Doces, fritos e gorduras devem deixar de fazer parte da ementa diária. Sempre que tiver fome, opte por verduras e fruta. Esta última deve ser consumida entre as refeições, deixando de ser sobremesa.

Acompanhe o almoço e o jantar com saladas e introduza fruta ou sumo natural ao pequeno-almoço e ao lanche, pois as fibras ajudam a prevenir a prisão de ventre.

Alimentação

Ao pequeno-almoço, escolha uma peça de fruta ou sumo natural, leite meio gordo (cerca de um litro por dia), pão semi-integral (com queijo, fiambre ou ovo cozido) e cereais. Escolha os lacticínios com pouca gordura e consuma alimentos ricos em proteínas (ovos, carne magra, peixe e queijo); ferro (peixe, farinha integral, legumes e fruta, como pêssego, cerejas e uvas) e cálcio (leite e derivados).

Os vegetais verdes (ervilhas, brócolos, espinafres...) são, igualmente, importantes para mãe e feto.

Para não estragar a dieta, prefira "acalmar" o apetite entre as refeições com um iogurte ou uma peça de fruta.

Produtos lácteos depois das refeições estão proibidos, uma vez que o cálcio impede a absorção do ferro, mas continue com a salada ao almoço e ao jantar. Nesta fase, o pão, a massa e o arroz são essenciais, pois contêm hidratos de carbono de libertação lenta que fornecem energia à futura mamã de forma mais constante. O papel das fibras também é importante, uma vez que evita a obstipação e o aparecimento das hemorróidas.

Beber entre um litro e meio a dois litros de água por dia também ajuda a prevenir a prisão de ventre.

A Obesidade na gravidez...

... está ligada a complicações graves, nomeadamente diabetes, hipertensão arterial e pré-eclampsia, entre outras. Também está relacionada com o aumento do número de partos cirúrgicos e o recurso à indução do trabalho de parto. Pode igualmente aumentar a frequência de hemorragia pós-parto, infecção genital ou da ferida operatória.

No que concerne ao recém-nascido este pode apresentar menor índice do teste de Apgar ao nascer, maior mortalidade perinatal, diabetes e obesidade a longo prazo. Pé boto e defeitos da fenda palatina, do septo cardíaco e do encerramento do tubo neural constituem o quadro das malformações fetais que se encontram mais frequentemente nos bebés de obesas em especial se tiverem diabetes.

Por outro lado, gestantes que não conseguem engordar devido ao mal-estar provocado pela gravidez, porque têm medo de ficar demasiado gordas ou são, simplesmente, magras, incorrem noutros riscos, como parto prematuro ou atraso do crescimento intra-uterino, na medida em que o feto não recebe todos os nutrientes de que necessita.

 

Regras a cumprir

Não ultrapassar o aumento de peso aconselhado pelo médico assistente entre cada consulta pré-natal costuma ser o problema da maioria das gestantes, mas há comportamentos que facilitam essa "missão", a saber:

1. Reduza o consumo de lípidos, como carne, peixe e queijos gordos, manteiga, azeite, amendoins e bolos. Prefira os produtos ricos em proteínas e pobres em gorduras;

2. Introduza diariamente fruta e verduras nas refeições, mas prescinda das bananas; Evite mais de 3 peças de frutas por dia, e atenção um melão não conta por uma peça, uma talhada sim...

3. Evite petiscar durante as refeições. Recorra a uma peça de fruta ou um iogurte para não sentir muita fome à mesa;

4. Faça seis a oito refeições por dia - pequeno-almoço, meio da manhã, almoço, lanche, jantar e ceia. Se entre o almoço e jantar existirem mais de 5 horas acrescente outra pequeno lanche.

5. Por regra não deve estar mais de 3 a 4 horas sem comer qualquer alimento, exceptuando o período nocturno

6. Aconselhe-se com o seu médico e com a sua equipa